Qual é a cara do brasileiro?
" tanto os homens como as sociedades se definem por seus estilos, seus modos de fazer as coisas. Se a condição humana determina que todos os homens devem comer, dormir, trabalhar, reproduzir-se e rezar, essa determinação não chega ao ponto de especificar também que comida ingerir, de que modo produzir, com que mulher (ou homem) acasalar-se e para quantos deuses ou espíritos rezar. É precisamente aqui, nessa espécie de zona indeterminada, mas necessária, que nascem as diferenças e, nelas, os estilos, os modos de ser e estar, os 'jeitos' de cada qual...
[...]
A construção de uma identidade social, então, como a construção de uma sociedade é feita de afirmativas e de negativas diante de certas questões. Tome uma lista de tudo o que você considera importante - leis; ideias relativas à família, casamento e sexualidade; dinheiro; poder político; religião e moralidade; artes; comidas e prazer em geral - e com ela você poderá saber quem é quem [...] a palavra cultura exprime precisamente um estilo, um modo e um jeito [...] de fazer as coisas.
Da matta, Roberto. O que faz o brasil, Brasil? 8. ed. Rio de Janeiro: Rocco, 1997, p. 17.
"A identidade e a diversidade de um povo podem ser reconhecidos nas manifestações de sua cultura popular. O artesanato, a literatura popular - compreendida como as manifestações orais, a literatura de cordel -, as festas religiosas populares, os folguedos, o carnaval, os rodeios e as vaquejadas são alguns dos gêneros representativos da cultura popular brasileira."
fonte: www.conhecimentosgerais.com.br/culturapopular
Foi a partir da discussão proposta por Da Matta nos trechos de seu texto mencionado e no fragmento acima, que a 8a. série/9o. ano da Escola Criarte partiu em busca de um retrato, mas não de alguém-indivíduo, e sim, de alguém-nação: o brasileiro-nós.
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